O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, o espanhol Vicente Pinzon (janeiro de 1500), percorreu a foz do Amazonas, conheceu a ilha de Marajó e surpreendeu-se em ver que essa era uma das regiões mais intensamente povoadas do mundo então conhecido. Ficou perplexo vendo a pororoca e maravilhado com as águas doces do mais extenso e mais volumoso rio do mundo. Foi bem acolhido pelos índios da região. No entanto, apesar de fantástica, sua viagem marcou o primeiro choque cultural e o primeiro ato de violência contra os povos da Amazônia: Pinzon aprisionou índios e os levou consigo para vender como escravos na Europa.
A viagem de Orellana (1549) instaura o momento fundador dos primeiros mitos, como o das amazonas — índias guerreiras, bravas habitantes de uma aldeia sem homens. Outros viajantes, aventureiros e exploradores que procuravam riquezas espalharam mundo afora mitos e fantasias. De todos, o mito mais persistente parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da natureza da região: florestas com árvores altíssimas que penetravam nas nuvens; frutos e flores de cores e sabores indescritíveis; rios largos a se perderem no horizonte (povoados de monstros engolidores de navios nas noites escuras); animais estranhos e abundantes por todo o chão; pássaros cobrindo o céu e colorindo-o em nuvens de penas e plumas de todas as cores.
Violeta Refkalefsky Loureiro. Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir. Estudav. [online]. 2002, vol. 16, n.º 45, p. 107-21 (com adaptações).
No que se refere a elementos textuais e linguísticos do texto acima, julgue o item seguinte.
Os termos separados pelo travessão e o termo “aventureiros e exploradores” exercem, nos períodos em que ocorrem, a mesma função sintática.